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Música angolana em Portugal nos anos 60 – Continuação.

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Música angolana em Portugal nos anos 60 - continuação

Relativamente ao meu artigo anterior, fiquei profundamente desiludido com o facto de não ter encontrado uma gravação em video que fizesse minimamente justiça à memória da falecida cantora angolana Lilly Tchiumba. A minha afirmação, segundo a qual Lilly Tchiumba foi a mais autêntica de todas as vozes angolanas que se radicaram em Portugal na década de 60, não podia ser ilustrada por uma apagadíssima interpretação de uma medíocre cançoneta, que nem sequer respeitava a Angola nem nada. Era urgente que eu encontrasse algo que pudesse justificar a minha afirmação.

Procurei, voltei a procurar e continuei a não encontrar nenhuma gravação em video. Mas encontrei várias gravações em áudio, o que já não é mau. Nada mau mesmo. Assim, volto a pedir licença ao nosso amigo Toke para voltar a este assunto e dar a ouvir um pouco da verdadeira Lilly Tchiumba, tal e qual como ela cantava perante as câmaras da RTP, na década de 60 e princípios da de 70, sem ser em festivais da canção, bem entendido.

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Lilly Tchiumba em "Nzambi", Deus 


Encontrei esta e outras canções nesta página:

http://www.esnips.com/_t_/lilly.tchiumba.

Não hesitem em escutar as outras canções que estão nela. Vale a pena ouvir Lilly Tchiumba.

Antes de terminar, quero ainda corrigir uma injustiça que cometi no meu anterior artigo. Esta injustiça diz respeito ao Duo Ouro Negro. Raul e Milo merecem muito mais do que a ligeiríssima referência que me limitei a fazer-lhes. A qualidade da sua música exige que eu também lhes dê o devido destaque. De entre todos os músicos angolanos, eles foram aqueles que tiveram maior êxito em Portugal, em qualquer momento. E não foi por acaso. A sua dignidade e o seu profissionalismo honraram sobremaneira Angola e os angolanos. É importante que isto seja dito.




Duo Ouro Negro em "Kurikutela", o comboio do Caminho de Ferro de Benguela

(Colocado por Denudado)

 
Posted by Toke


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Tessalonissenses é um projecto musical nascido em Luanda-Angola, criado por Michel (Weather dos Ácidos) que é o cêrebro atrás da instrumentalização. Junto com Vanuza (Overkill Punk dos Ácidos) que era a vocalista principal, iniciaram o que era assim o "overstate reason" musicalmente, fundindo poemas metafísicos com electro-psicadélico. As primeiras experiências como “A estrada de Enoque”, “As faltas no cemitério” e “A Embaixada Apache U.R.S.S.”, alcançavam um certo extremo radical sonoro, onde tempos diferentes se fundiam para criar um só contratempo. Vanuza deixou os Tessa para cumprir uma jornada activamente mais religiosa, mas até à sua viagem colaborou com os Tessa também na edição do seu segundo projecto “A Cirurgia Vegetariana”, o qual era uma mixagem de rock tribal com techno. “No Caminho da Mutação” outro álbum tessalónico inédito muito mais agressivo, uma mixagen de gótico com techno. Bateria alta e poderosa, por cima dos sintetizadores TSH tocando sequências em longas catedrais, e as vezes até, complementando um baixo jazzístico. O novo projecto nasceu de músicas como “Pássaros Acabam na Panela”, “Technophorum”, e “No Caminho da Mutação” que deram uma influência mais dançante ao novo projecto.

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"De penas coloridas e missangas penduradas na Embaixada Apache O nosso velho que cavalga nas montanhas dos himaláias com as suas peles enroladas ao pescoço. "U.R.S.S." diz o seu crachá, que foi presente ganho do seu avô general lá no exército da outrora, o nosso índio sempre se orgulhará. A Embaixada Apache U.R.S.S. Sua tribo ao pé do rio quando desagua no mar ao vento vai refrescar-se sempre de manhã. Esporas colombianas e seu cinturão de couro, cabedal desfiado, suas pantalonas. Seu soviético idioma nunca esquecerá na Índia, E pergunta-me, porquê que os heróis só são lembrados no dia da sua morte e não no dia do seu nascimento?! O indiano da Embaixada Apache U.R.S.S."
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